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Cidade, Transamérica e RPC: disputa acirrada nos anos 80

Eu comecei efetivamente a ouvir rádio por conta própria tardiamente, em 1985, quando já contava com dez anos de idade. Antes disso, só ouvia o que minha mãe ouvia: Rádio Globo AM 1220 de manhã até a tarde: Paulo Giovanni, Francisco Barbosa, Roberto Figueiredo, Luiz de França, Edmo Zarife ("Sai da frente! Futebol é com a gente!") e, evidentemente, o Mestre Haroldo de Andrade.

As rádios que mais gostava de ouvir eram as FMs pops da época, notadamente Cidade FM 102,9 e Transamérica FM 101,3, cujo vitrolão "adulto" pré-1985 não cheguei a conhecer. Mas, correndo o dial, costumava curtir algumas músicas preferidas em outras rádios, até mesmo na 98 FM 98,1. Pudera! Foi a época gloriosa do rock brasileiro, quando tudo quanto é FM tocava rock o dia inteiro, embora a única dedicada exclusivamente ao gênero só tenha descoberto em 1991, muito devido ao seu péssimo sinal: a Fluminense FM 94,9. Até que eu tivesse meu próprio aparelho em 1989, só sintonizava essas rádios pop, a Rádio Globo, a 98, a Nacional FM 100,5 e a Jornal do Brasil AM 940. Foi apenas com meu primeiro rádio que me interessei a ouvir atentamente todas as emissoras que descobria, não apenas para ouvir música e informação.

Mas eu quero dedicar este texto às minhas duas rádios preferidas nos anos 80: a Cidade e a Transamérica, e também à RPC FM 100,5, única que desafiou as outras duas, fazendo a grande trinca do FM carioca nos anos 80.

A Rádio Cidade tal como ficou conhecida surgiu oficialmente no histórico dia 1º de maio de 1977, não só o Dia do Trabalhador (não o "Dia do Trabalho", como o regime militar queria fazer crer) como a data de aniversário do Mestre Haroldo. A outorga da Cidade FM carioca pertenceu inicialmente ao grupo niteroiense Fluminense, mas foi vendida ao Sistema JB ainda nos anos 70. Em 1/5/1977, a Cidade entrou no ar, com uma inteligente programação pop, que fez história e foi imitada em todo o Brasil e até no exterior. Mas ninguém jamais se igualou à Cidade FM dos anos 70. A Cidade original foi criada por Carlos Townsend, Alberto Carlos de Carvalho e Clever Pereira. Carlos Lemos era o superintendente do sistema JB, e comandou a empreitada. Rapidamente, a Cidade passou para o primeiro lugar de audiência.

A Rádio Cidade acabou se tornando uma referência mundial (sem ufanismo carioca de minha parte) no radialismo pop. Pelo mundo afora, surgiram muitas rádios FM pop que copiaram o modelo da Cidade carioca. Entre elas, a famosa Jovem Pan FM 100,9 de São Paulo, no ar até hoje. Algumas dessas rádios chegaram a pegar o próprio nome Cidade, e algumas destas continuam no ar até hoje. Há ainda rádios de outros segmentos (notadamente popular) que adotaram o nome Cidade.

É verdade que a Cidade  se perdeu na virada dos anos 70 para 80. Para brigar com a 98 FM, emissora popular do Sistema Globo criada em 1978 e nova líder de audiência, a Cidade extinguiu a programação pop por algum tempo, indo brigar no segmento popular. A audiência fugiu rapidamente. Logo a Cidade retomaria o trajeto original, para fazer história também nos anos 80.

Paralelamente ao sucesso da Cidade, outras rádios pop surgiram para imitar a Cidade, tentando disputar o mesmo público. Segundo Luiz Antonio Mello escreveu no livro A Onda Maldita, muitas delas eram sofríveis imitações da Cidade. O dial carioca ficou resumido às rádios estatais, às rádios "adultas", à Cidade e ao monte de clones da Rádio Cidade, que iam da Manchete FM 89,3 do grupo Bloch, à Antena 1 FM 103,7 (o melhor clone da Cidade, antes de enveredar pelos flash-backs). Rádios de outros segmentos também buscavam tomar ouvintes jovens e ouvintes adultos da Cidade, como a "adulta" Del Rey FM 95,7 (já que a Cidade fazia sucesso tocando também algumas coisas consideradas "músicas adultas") e a popular Master FM 104,5, primeira franquia de Armando Campos, ex-locutor da Nacional AM e que havia recebido a outorga de FM 104,5 diretamente do amigo e presidente João Figueiredo.

Foi somente no ano de 1985 que a Cidade ganhou, efetivamente, uma concorrente direta e ameaçadora. Foi a Transamérica, que surgiu em 1977, mas como um vitrolão "adulto" que nem locutor tinha. A "rádio do Tezão", mesmo sendo paulistana, não se limitou a ser uma cópia da Transamérica de São Paulo no Rio de Janeiro. Se tornou efetivamente uma franquia carioca, pela programação que apresentou: uma evolução do formato desenvolvido pela Cidade. A Transamérica, como a Cidade, também se abriu ao melhor da música pop da época que, convenhamos, tinha qualidade. Só que ela carregou ainda mais na produção de vinhetas, na agilidade da locução, nas promoções e no humorismo, entre um módulo musical e outro.

Pra quem não sabe, a primeira sede da Transamérica FM foi criada num prédio até hoje existente na Rua São Francisco Xavier, 961, que dava fundos para a Av. Marechal Rondon, 572. Ali funcionava um estúdio de gravação desde antes mesmo de a Transamércica entrar no ar em 23 de outubro de 1977 (data colhida pelo TRIBUTO no próprio Transanet). A Transamérica alugava o estúdio para gravação de discos de tudo quanto é gênero. Desde discos evangélicos até o histórico Nós Vamos Invadir Sua Praia do Ultraje a Rigor, que teve suas faixas Rebelde sem causa e Eu me amo gravadas lá. Pois a Transamérica inovou, ao usar este estúdio profissional (dos melhores do país) para apresentações ao vivo na rádio dos artistas executados na programação. Quase toda a geração oitentista do rock brasileiro passou por ali, no programa que ganhou o nome de Chá das Cinco (de cinco horas da tarde, horário do programa). Mais tarde, a Cidade também teve que abrir seus estúdios para apresentações ao vivo.

Por volta de 1988, o presidente José Sarney privatizou a rádio Nacional FM 100,5, uma das melhores rádios de MPB que esta cidade já teve. Esta era uma rádio ouvida também por artistas prestigiados, como Herbert Vianna. O novo concessionário, Paulo Cesar Ferreira, trocou o nome da rádio para RPC FM (literalmente, Rádio Paulo Cesar FM) e implantou uma programação popular, que só durou um ano.

Em 1989, Peulo Cesar fez a grande tacada do fim da década: transformou a RPC em uma rádio pop, que conseguiu inovar em cima do que a Cidade e a Transamérica já tinham feito. Pra começar, a programação da rádio não editava músicas, tocava remixes e mais remixes mais longos que as gravações originais, tinha longos módulos musicais sem intervalos, e escancarou a rádio para a dance music, que faria sucesso a partir dali e durante os anos 90.

A partir de 1989, essas foram as emissoras que disputaram ferozmente a enorme audiência jovem do Rio de Janeiro: RPC, Transamérica e Cidade. Todas vizinhas de dial, tendo apenas a Imprensa FM 102,1, como intrusa de outro segmento enfiada ali na valiosa faixa dos 100, 101 e 102 MHz.

Essa história gloriosa das três grandes FMs pop dos anos 80 foi até meados da primeira metade dos anos 90, quando a Cidade escancarou as portas para a axé music baiana, a RPC se escancarou para o fânqui e a Transamérica foi amarrada pelo projeto Rede Transamérica em 1991, logo seguida pela Rede Cidade. Mas isso são outras histórias, que valem outros artigos.

Por anquanto, fico por aqui. Espero que tenham curtido este primeiro texto da coluna a respeito do radialismo pop. Se quiserem comentar, fiquem à vontade.

Tenham uma excelente semana!

Marcelo Delfino

Tributo ao Rádio do Rio de Janeiro
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  1. A chegada da Kiss FM ao RJ nos 91,9 pode até aliviar a situação cronica do dial FM carioca,mas nada se compara com as grandes rádios que o RJ já teve:Cidade,RPC FM,Fluminense FM,Imprensa,etc.Hoje,ouvir a Mix FM,Nativa no arrendado 103,7 e outros,isso se torna ruim,de fato,péssimo,péssimo mesmo!A Nativa paulistana toca mais sertanejo do que no RJ,que toca bem pouco.Vai em SP capital e ve se tem alguma rádio tocando funk carioca?Pode ter,mas é muito raro!O dial carioca dos anos 80,vou te falar,é bem melhor do que de hoje.Bons tempos não voltam mais...

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  2. E pensar que hoje em dia temos que aturar a mix e seus modismos pop contemporâneo prevalecendo musiquinhas de gosto duvidoso, a OI FM sem qualquer direção e a Transamérica, que esqueceram de enterrar. Essa Kiss FM surge como um supro de esperança no combalido dial carioca.

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  3. Eng. Armando Torres Fortes28 de agosto de 2011 03:20

    Antes de mais nada, cumprimentos ao brilhante texto, emotivo e coeso, resgatando aquilo que o rádio (e também a TV) carioca tem de melhor: a ousadia, a criatividade, a vocação vanguardista, inventiva. Essa é a essência do rádio carioca, que o Brasil, infelizmente, deixou de experimentar.
    Parabéns pelas linhas, Delfino.

    Isto posto, caro colega Felipe, de fato a KISS FM vem com a sabedoria de quem conhece o mercado e sabe que fazer rádio no Rio é uma tremenda "responsa". Não são bobos. E nem precisa-se tentar nenhum paralelo com o passado. Este texto tem a primazia, para o bom entendedor, de alertar nossos olhos justamente ao... NOVO! Como a CIDADE, TRANSAMÉRICA, RPC do passado fizeram. A KISS tem sua estrada a percorrer, olhando no retrovisor apenas para se lembrar que aqui, sempre se tentou fazer o inesperado, o inédito. E me parece que irá buscar isso. Poderia apenas chegar com seus 10 anos de bagagem, seu sucesso INCONTESTÁVEL em todas as praças onde atua, e empinar seu nariz.
    Não. Farão a KISS RIO DE JANEIRO. Que "responsa" !

    Mas eles darão conta. Quem conhece, sabe. Rádios adultas do Rio, protejam-se!
    E você, ouvinte, dê uma chance ao seu ouvido. Permita-se novos ritmos, novas idéias. O atual SERTANOJO-JABACULÍSTICO é uma CHAGA que você vai carregar pelo resto de sua vida. Igual ao FUNK-MULEQUE-PIRANHA. Cada erro de concordância é uma sinapse que se perde.

    Felipe, ainda para você. A NATIVA DO RIO (aquela da família TUPI) não é sertaneja. É HÍBRIDA (por Passajou). Assim como a BEAT, FM ORGIA, MIX...

    E NÃO SE ENGANEM: A TRANSAMÉRICA tirou os nomes das PORTADORAS HITS e POP, PORQUE VAI VIRAR MAIS DO MESMO... Igualzinho as rádios acima, que tocam o Meteoro da Paixão depois de uma super sequencia POP INTERNACIONAL. Sem constrangimento algum.

    Se a TRANSAMÉRICA quiser ler o texto do Delfino e se inspirar a fazer algo novo, esquecam Gislaine e Lui... liguem para Ricardo Henriques. Ele lhes dirá como recuperar o "TESÃO". Sem a pilula azul.

    Em SP, o FUNK está matando a pauladas o RAP, infelizmente.

    Muitas rádios ficam tentadas a buscar desesperadamente a audiência e mais e mais dinheiro, comprometendo sua história, seu público, seu perfil. Suicídio a médio prazo.

    Seu Tuta Carvalho não se rende. "Danem-se os bregas, minha rádio é classe A. Eles que ouçam outra rádio". Salvas! Mil vezes! Como ainda desejo que a JOVEM PAN FM volte a ESQUENTAR esse dial carioca. E que traga na bagagem sua jornalística em AM.

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  4. Bons tempos eram aqueles, agora somos obrigados a ouvir esse lixo musical dos dias de hoje, funk e outras porcalhadas que muitos chamam de movimento cultural, tenho pena dos jovens de hoje que não tiveram a oportunidade de ouvir as Bandas do anos 80 e 90.

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  5. Infelizmente, há cada avanço tecnológico, um passo negativo no Dial Fm, que coincidência! rsrsrs. há 10 anos atras não fazia idéia de internet, rádios online (que existam em FM em algum lugar) e .mp3. mas haviam as emissoras Fm do Rio de janeiro para saciar minha sede sonora. hoje é o inverso. Internet, internet e internet. rádio desligado sempre.
    Espero igualmente aos colegas a estréia da Kiss fm Rio de janeiro.

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  6. Se bem que os jovens de hoje podem recorrer aos CDs (comprando ou baixando) para conhecer o rock oitentista. E mesmo o rock mais clássico ainda. Neste ano mesmo vi milhares de jovens (garotada mesmo) no primeiro show do Paul McCartney no Engenhão. Um distinto senhor com idade pra ser avô ou até bisavô de alguns fãs presentes. Em breve, os jovens poderão conferir a Kiss FM, para conhecer o rock clássico.

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  7. Primeiro: funk não é música, é um aglomerado de merda de quem tem merda na cabeça. Culpa de outro merda que se acha o fodão, o babaca da F2000 romulo costa. Na boa escutem o que era a furacão 2000 na década de 70 e comparem com a bosta que é hoje. Tudo bem, o cara tá rico, mas, quem mandava no soul music brasileira era a f2000. O babaca se vendeu e desgraçou a soul do RJ. Vai um toque para esse merda: invista no charme e detone esse lixo chamado funk, (a black music do RJ esta puta com esse esgoto de musica, nós sempre fomos muito melhores). Se fode ai mulambo .............

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    1. kkkkkkkkkk chorando de rir com seu relato na verdade ele era um visionário as favelas do rio cresceram o crescimento demográfico cresceu ocupação desordenada e o que toca nas favelas ???funk ele só privatizou a merda só isso

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  8. Hoje a rádio RPC é transmitida via web com o mesmo objetivo do passado.
    Trazendo o melhores lançamentos da cena da house music e os melhores artistas nacionais e internacionais antes mesmo das fms tradicionais.
    Acesse ; www.rpcfm.com.br

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  9. Parece que esse seu excelente texto veio a calhar. Hoje estamos curtindo novamente o retorno da rádio cidade. Um abraço.

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  10. Estou no trabalho agora e comentando um texto de 2011, mas muito legal ! Pena só estar vendo agora.
    A RPC online, por exemplo, pelo mEnos agora em 2015, nada mais tem a ver com o que encontrávamos no final dos 80.
    Minha história é um pouco parecida com a do Marcelo Delfino. Mas só lembro da minha mãe ouvindo a Nacional (AM) em um radinho de pilha. Mais ou menos aos 10 anos também, no início dos anos 80, comecei a procurar sons pelo dial. Não procurava algo específico. Simpliesmente rodava o botão (literalmente, nada digital ...) e parava quando ouvia algo que me agradava.
    O que consigo lembrar bem, que posso considerar um "start", é que eu gostava muito da música do filme ET e normalmente ouvia na rádio Manchete FM, lá no início do dial. Então associo isso ao fato de eu ter 12 anos, pois o filme esteve em cartaz no ano de 82.
    Nesta época eu ouvia os mais velhos dizendo que a 98 FM era "A RÁDIO" de quem estava antenado ...rs.
    Aos 14 anos eu ajudava em uma oficina de LANTERNAGEM (o que aqui em SP, onde vivo há 11 anos, chama-se FUNILARIA) e na hora do almoço, num boteco próximo a oficina, eu ouvi o som do Léo Jaime, O POBRE (que somente hoje em dia sei o nome ...rs).
    Neste dia alguém pediu para trocar de estação e o cara do boteco, um "garotão", respondeu: VOCÊ QUER QUE EU COLOQUE EM QUAL, 98 ???
    Ai eu, aos 14 anos, vi que a 98 não era lá aquelas coisas ...rs.
    Deste dia, lembro que ouvi também o Stevie Wonder, com Part Time Lover (não é bem um rock, mas ...).
    A partir dai, sempre que podia eu estava ouvindo a Transamérica, até que virou vício.
    Os melhores sons e o que curto até hoje, eu ouvi na Transamérica.
    Destaque para o "New Rock", que rolava a partir das 18h e onde se ouvia um sonzinho mais radical. O que rolava na programação normal da Fluminense, na Transamérica a gente só ouvia no "New Rock".
    Depois veio a Transalouca, que fazia a minha alegria nas noites de sábado (sexta também ??? Não lembro). Eu não saia de casa e, embora frustrado com o motivo (sem dinheiro, nem roupa para sair), me sentia realmente feliz com o que acompanhava até as 2h da manhã.
    Lembrei de uma coisa: aos sábados, a partir das 20h, rolava um programa bastante "engraçado" (era o que procurávamos, a descontração total dos locutores. Podia tudo ...rs), sob o comando do PAULO CINTURA. Pois é, Paulo Cintura na ANTENA 1. Somente aos sábados as 20h. Lembro que normalmente só prestavam os primeiros 30 minutos de som. O resto do tempo era bagunçado para quem queria ouvir boa música.

    Já nos anos 90, afastado disso tudo, eu conheci um dos locutores da Transamérica, o RUY JOBIM. Fiquei muito feliz, pois o cara é muito gente boa. Visitei sua casa e tive oportunidade de conversar muito com ele, em dias e horários diferentes. Para mim, virou o meu amigo ..
    Tive oportunidade de VER outros, mas não foi muito legal e eu prefiro não comentar detalhes.
    Um que se foi, inclusive fiquei sabendo pelo Ruy, o Nilson Júnior, era o locutor do New Rock e, justamente por isso, era o que eu mais curtia. Pena !
    A reboque disso tudo, também fiquei viciado nos VÍDEO CLIPES e, para não deixar a Cidade fora disso (eu não ouvia a Cidade, achava séria, muito classica ...rs), com a febre dos vídeo clipes, um programa que eu não lembro mais o nome (Não era BB Vídeo ?), que se iniciava as 19h, em um canal que eu também não lembro mais, era apresentado por ELÁDIO SANDOVAL, que acabei sabendo que era locutor da Rádio Cidade. Este programa foi longe e era excelente. Depois acabou virando um programa de humor, Os clipes ficaram em segundo plano. Deixei de assistir ...

    Eu sempre falo que lembro da Mylena Ceribelli na Transamérica, mas dizem que estou louko. No Youtube você encontra o seguinte: "ELADIO SANDOVAL e Mylena Ceribelli - 1984".
    Como ele era da Cidade e dizem que ela só trabalhou lá, fico quieto. Mas ainda aredito que a ouvia na Transaméria ...rs.
    É isso ! Abraço a todos !!!
    Em tempo: E A RÁDIO RELÓGIO FEDERAL, ALGUÉM OUVIA ???

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    1. Olá. Compartilho de boa parte dessas saudáveis memórias. Bons tempos no dial que acho q não voltam mais.

      Mylena Ceribelli (ou Ciribelli) começou novinha na Flu FM, depois foi p Cidade, acho q nunca passou pela Transamérica. Acho q depois da Cidade foi p TV Globo apresentar programação esportiva. Confere?

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  11. Muito bem relatado,me lembro que passeava também,pela Estácio FM rio,107,9,nessa época, só assistia na televisão programas de vídeo clips, kkk...Fiz uma oficina de locução, na faculdade da cidade com o Cacá, locutor da Cidade .Dessa época,pode-se dizer,que ocorreu a 2a era de ouro do rádio,sem dúvidas, só que dessa vez,das FMs, de novo formato!

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